A Experiência da Amamentação

É curioso como, apesar de os indicadores dizerem o contrário, desde que descobri que estava grávida, soube de várias amigas, colegas e conhecidas que também estão. Talvez em 2013 a taxa de natalidade suba (ou, pelo menos, não diminua tanto como em 2012...)!

Também é interessante constatar que a gravidez e, depois, o nascimento do Miguel serviram para voltar a contactar com pessoas que, por um motivo ou por outro, deixaram de ser um contacto diário.

Uma dessas pessoas, a Inês, foi Mãe, pela segunda vez, 4 dias depois de mim. Ela tem seguido o meu blog, e lançou-me um desafio: falar sobre a Experiência da Amamentação.
Sem dúvida que é um assunto obrigatório que, felizmente, faz parte do meu dia-a-dia de Mamã.

Antes de o Miguel nascer eu tinha muitas ideias pré-concebidas sobre a amamentação:

  1. Era doloroso;
  2. Era uma obrigação;
  3. Só ia amamentar, no máximo, até aos 6 meses;
  4. Era difícil;
  5. Nem todas as Mamãs tinham leite.

Por isso, foi com alguma ansiedade e expectativa que recebi o Miguel nos braços para mamar... Ele era pequenino (nasceu com 47 cm) e tinha pouco mais de uma hora de vida. Era lindo! E se eu já o amava imenso enquanto ele estava na barriga, quando o tive nos braços o amor aumentou exponencialmente (e continua a aumentar todos os dias).

Quando ele começou a mamar, todos os meus medos e incertezas desapareceram imediatamente! Eu já tinha colostro e ele pegou muito bem na mama. Não me doeu absolutamente nada (já tinha tido a minha dose de dores do dia...), não sentia obrigação nenhuma (apenas uma alegria imensa por estar a correr tão bem), deixei de pensar no "até quando" ia amamentar (espero conseguir até ele poder beber leite de vaca), achei muito natural e fácil (e também muito prático), e, felizmente, tenho tido leite mais do que suficiente para o meu pequenino :-)

Olhando para ele, com os seus 7 kg, e passados 5 mesinhos, confesso sentir um grande orgulho e felicidade por, até agora, a mama ter sido o único alimento dele! Por isso, além dos 9 meses de gravidez (pronto, ok, foram "só" 37 semanas...), já leva mais 5 meses a crescer e a engordar muito bem, apenas com o leite da Mamã (ele nem sabe bem para que serve o biberon, que nos dias mais quentes dou-lhe água e ele acha que é uma chuchinha diferente, engasga-se e olha para mim muito chateado...).  

E o plano é só começar a papa aos 6 meses :-)
Tenho que confessar que, apesar de estar muito curiosa para ver a reação dele à primeira papa e, depois, à primeira sopa, vou sentir falta de o ter encostado a mim para mamar, tantas vezes!

Para quem estiver a ler isto antes de ter a primeira experiência de amamentar, não se iludam: dar de mamar é cansativo! Além de ser fisicamente cansativo, nos primeiros tempos (2 ou 3 meses), os bebés demoram muito tempo a mamar. O Miguel chegava a demorar mais de uma hora! Ou seja, entre dar de mamar, pôr a arrotar, mudar a fralda, etc, a sensação, no início, é que passamos o dia (e a noite!) a dar de mamar...
Ter tempo para as coisas mais básicas, como tomar banho, cortar as unhas (já nem digo arranjá-las...), comer, é um desafio! Quantas vezes almocei às 15h ou 16h (apesar de o Ricardo ter o cuidado de, ao fazer o jantar, deixar comida para o meu almoço do dia seguinte e, por isso, era só aquecer e comer!).
E ter tempo para ir ao fundo da rua tomar um café também requeria um planeamento rigoroso (e uma pitada de sorte, até!).

Mas tudo valeu a pena!
Só saber que, quando ele mama, lhe estou a dar o melhor alimento do Mundo, que o está a fazer crescer saudável, compensa tudo: o cansaço, as noites mal dormidas, a falta de tempo para tudo o resto! E o amor incondicional com que ele me olha, a satisfação dele quando começa a comer, os sorrisos enquanto mama, superam todas as dificuldades, todas as incertezas que possa ter tido! Quando lhe estou a dar de mamar parece que o Mundo pára, que só existimos os dois!

Ainda assim, apesar de a amamentação ser, como já devem ter concluído pelas minhas palavras, uma coisa que eu gosto de fazer, acho que este é um daqueles temas que não tem de ser igual para toda a gente. Cada Mamã tem de encontrar o que resulta para ela. Independentemente dos benefícios que a amamentação pode trazer, eu acho que o bebé beneficia mais de ter uma Mamã relaxada e feliz que lhe dá biberon, do que uma que o amamenta, mas anda stressada, cansada e com dores!

No meu caso, a amamentação tem corrido bem! Só espero que continue e que o leite resista ao regresso ao trabalho e à diminuição da frequência das mamadas! Porque eu quero muito que a amamentação continue a fazer parte do meu dia-a-dia :-)

Comentários

jsc disse…
Não posso deixar de mandar um beijinho e dizer-te que aproveites todas as fases to the fullest!! São uns pequenos tesourinhos e TUDO mas TUDO vale a pena por eles (como aliás vais descobrindo tds os dias). Parabéns! Bjinho
l1m0n3s disse…
Parabéns por tudo amiga!

A nossa luisinha mamou quase até ao dois anos. E que bem que lhe fez. Raramente está doente e desde que nasceu só 2x é que teve otite. De resto tem passado sempre como simples constispações não necessitando de medicação... e tu bem sabes que a nossa pequena (hoje grande) luisinha nasceu apenas com 7 meses e 2 quilinhos. Tudo de bom para vocês e espero visitar-vos em breve. Beijinhos e abraços.
Carina Pereira disse…
Muito obrigada a ambos :-)
Beijocas.

E Luís, estamos à vossa espera!

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